O começo da partida contra a Austrália foi bastante razoável, com uma defesa consistente. O ataque, porém, não correspondeu, e o Brasil foi derrotado em mais um amistoso preparatório para o Mundial masculino de basquete, desta vez por 72 a 69.
Anteriormente, o time de Ruben Magnano já havia sido superado em todos os amistosos mais fortes que realizou, diante da Argentina, Espanha e França. Nesta segunda, a equipe enfrenta a Costa do Marfim e volta a encarar os franceses na terça, partidas válidas pelo torneio amistoso de Villeurbanne. A estreia no Mundial está programada para o sábado, contra o Irã, em Istambul.
Sem Nenê Hilário, cortado devido a um estiramento muscular, o Brasil abusou de seu principal erro ao longo dos últimos anos: precipitações no ataque, que culminavam em arremessos de três pontos feitos muitas vezes de maneira desnecessária. A pontaria também não ajudou e, em 32 tentativas, apenas sete foram convertidos (22%).
O bom primeiro tempo da defesa ainda fez com que os brasileiros chegassem a ter dez pontos de vantagem e ficassem à frente até o último quarto. Entretanto, a marcação caiu absurdamente durante a metade final da partida e a Austrália tomou a dianteira com um arremesso de longa distância de Joe Ingles. O time da Oceania então embalou e não foi mais ameaçado.
Marcelinho Huertas terminou o duelo como o maior pontuador do Brasil, com 17 pontos. Pelo lado australiano, Patrick Mills foi o melhor neste aspecto, com 15 pontos.
O jogo
Recuperado de uma tendinite no joelho, Marcelinho Huertas foi escalado no quinteto inicial ao lado de Leandrinho, Guilherme Giovannoni, Tiago Splitter e Alex. O time verde-amarelo começou a partida melhor, valorizando bastante a posse de bola, e logo tomou a dianteira do placar.
Se por um lado a defesa conseguia conter bem o ataque rival, o bom desempenho não era visto no ataque. Erros de passe eram freqüentes e a movimentação estava longe do ideal: não raro, os brasileiros arremessavam no estouro do cronômetro.
Para piorar, a equipe ainda reviveu seus piores momentos no passado e abusou das bolas de três pontos (e dos consequentes erros): somente nos minutos iniciais, foram dez tentativas, com apenas 20% de aproveitamento. Ainda assim, o Brasil venceu o primeiro quarto por 16 a 10, com destaque para um belo toco de Leandrinho sobre Mark Worthington.
O segundo quarto foi um festival de erros de ambas as partes: decorrida mais de metade da etapa, o placar ainda estava em 19 a 12. O nível da partida só foi melhorar nos instantes finais: com um arremesso de longa distância, Patrick encostou em 19 a 16, mas logo na seqüência Alex respondeu com outra bola de três e fez 21 a 16. Huertas e Murilo somaram mais cinco pontos para o Brasil e o jogo foi para o intervalo com 26 a 22.
Se Tiago Splitter já não estava em seus melhores dias, a situação piorou quando ele foi para o banco devido ao alto número de faltas. Apagado, Anderson Varejão não contribuiu para o bom andamento do jogo e afrouxou na marcação, de forma que a Austrália ficou à frente do placar pela primeira vez a pouco menos de seis minutos para o fim.
Nervosos, os brasileiros multiplicaram os erros e os adversários puderam ampliar a vantagem até que o confronto voltasse ao equilíbro. Mas aí já era tarde demais e o Brasil somou mais uma derrota em sua preparação para o torneio mais importante da temporada.
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